A dieta dos atletas

A rotina dos atletas olímpicos é realmente muito puxada. Imagine que diariamente o trabalho deles consiste em corrida, natação ou ginástica, preparo para a competição e treinamento de força para o Rio 2016. A nutrição é de extrema importância neste processo, pois a fome é incessante e precisam consumir cerca de 8.000 calorias por dia. 

Esta grande quantidade de calorias não significa que podem comer o que quiserem. A dieta é construída para cada atleta, pensando em tipo físico, peso, rotina de treinos, necessidades nutricionais e com o foco sempre em alimentos saudáveis, desempenho e no fortalecimento no sistema imunológico, pois um atleta doente não sai do banco.

Os carboidratos estão presentes diariamente na vida do atleta, ocupando cerca de 55% a 65% da dieta. A recuperação pós treino ou prova é de extrema importância, acompanhada de medidas nutricionais também.


A importância do sono

Para atletas e esportistas existem 3 pontos fundamentais no desenvolvimento, que são eles: treino, alimentação e descanso. É necessário o equilíbrio e trabalho em conjunto destes 3 pontos.

Uma noite de sono bem dormida com aproximadamente 8 horas, promove melhor desempenho ao longo dos exercícios do dia a dia, libera hormônios e é essencial para que o corpo processe a demanda gerada pelo estresse que a musculatura sofre nas atividades físicas, tanto para ganho de massa quanto para a perda de gordura.

Mas cuidado, dormir demais também pode ser um problema! Prejudica a capacidade de revigoração do corpo, confunde o relógio biológico e é comprovado que pessoas que dormem mais de 9 horas por noite de maneira constante, apresentam ganho de gordura.


Musculação x Treinamento Funcional

Dúvidas na hora de escolher a melhor modalidade de treino para você? Entenda a diferença entre treinamento funcional e musculação e veja a opção que mais se adequa com sua rotina, condicionamento e objetivos.

Treinamento Funcional

Exercícios baseados nos movimentos naturais do corpo humano que trabalham os grupos musculares de maneira global e trazem condicionamento físico, queima de calorias, fortalecimento e agilidade para quem o pratica.
Esta modalidade apresenta uma infinidade de variações nos movimentos, quebrando a monotonia da academia e tornando o corpo mais apto para esportes. Os exercícios combinam movimentos como agachar, pular, empurrar e utiliza acessórios como bolas, cordas, discos e elásticos. Fortalece e define, porém não trabalha o volume da massa.

Musculação

Se o objetivo é conseguir resultados estéticos e ganhar massa muscular em um curto período, a musculação será a melhor opção por ser mais eficiente para a hipertrofia, pois tem a possibilidade de trabalhar os grupos musculares singularmente e com maior atenção.
A musculação traz melhorias no condicionamento físico, aumento da massa magra e queima de um percentual considerável de gordura quando exercida com frequência semanal e associada a hábitos alimentares que contribuam para o treino.


Hipotireoidismo no Esporte

A tireóide é uma glândula que se localiza na porção inferior do pescoço e possui forma de borboleta. Sua função consiste na produção dos hormônios T4 (levotiroxina) e T3 (triiodotironina), a partir do estímulo do TSH (hormônio estimulador da tireóide). Apesar de ser produzido em quantidade bem menor, o T3 é muito mais potente, ocorrendo conversão para o mesmo de grande parte do T4 formado no corpo.

O bom funcionamento da tireóide é fundamental para diversos componentes da saúde, incluindo os objetivos de um esportista/atleta, sendo o hipotireoidismo uma das preocupações mais comuns dos praticantes de exercícios físicos na prática diária de consultório.

No aspecto musculoesquelético, os sintomas do hipotireoidismo podem incluir dor muscular ao movimentar-se, fadiga, cãimbras, fraqueza e diminuição dos reflexos. No aspecto fisiológico e bioquímico podem ocorrer alterações importantes na composição e disposição das fibras musculares tipo I e II, ressíntese de ATP e metabolismo do glicogênio. É válido mencionar que não existe correlação direta entre a intensidade dos sintomas e a severidade das alterações em exames laboratoriais (como CPK e hormônios tireoidianos), assim pacientes com pequenos desajustes em exames podem ser bastante prejudicados na performance, como os atletas, devido ao seu amplo grau de exigência física e metabólica.

O tratamento bem como as metas terapêuticas de TSH (hormônio estimulador da tireóide) devem ser individualizados para cada caso. A abordagem é feita tradicionalmente com a reposição do hormônio T4 (levotiroxina), e em alguns casos pontuais de má conversão do T4 em T3, este último pode ser associado e não usado isoladamente (polimorfismo na enzima deiodinase tipo II, autoimunidade – Hashimoto). Além disso, a pesquisa de alguns distúrbios de nutrientes deve ser feita, como selênio e vitamina D, e também o rastreio do uso de alguns medicamentos que podem interferir nas dosagens hormonais.

Algumas perguntas ainda permanecem dentro da Medicina Esportiva quanto a essa conversão tireoidiana do T4 em T3, especialmente em algumas modalidades como triathlon, corridas de longa distância e ultramaratonas.

É importante dizer que, assim como o hipotireoidismo é prejudicial, os tratamentos exagerados e incoerentes muitas vezes vistos podem ser tão ou mais maléficos, por induzir a um estado hipermetabólico com repercussões ósseas e cardiovasculares.